A reforma tributária que está em andamento promete transformar o sistema fiscal brasileiro, impactando diretamente empresas, profissionais da contabilidade e tributaristas. Um dos principais pontos é o aumento das alíquotas na prestação de serviços para empresas do Simples Nacional, que poderão subir para até 27%, o que representa um aumento significativo em relação aos atuais 13,5% a 15%. Essa mudança poderá afetar fortemente a competitividade dessas empresas no mercado.
Além disso, a reforma prevê a extinção dos incentivos fiscais estaduais, como créditos presumidos e isenções de ICMS, substituídos por fundos de compensação ou desenvolvimento regional. Isso pode representar perdas para estados e empresas, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que dependem desses benefícios para atrair investimentos e estimular a economia local.
Outro desafio importante será o período de transição entre 2026 e 2032, durante o qual os sistemas antigo e novo deverão coexistir. Essa fase exigirá das empresas a manutenção de dois modelos de apuração simultaneamente, aumentando custos operacionais com sistemas contábeis, auditorias e compliance, além do risco maior de erros e autuações fiscais.
A reforma também traz uma maior digitalização e integração dos processos tributários, o que pode ser positivo para o controle estatal, mas eleva a necessidade de rigor contábil e documental por parte das empresas. Pequenos erros poderão ser rapidamente identificados por meio de cruzamento automático de dados, aumentando o risco fiscal para empresários que não estiverem preparados.
Por fim, a uniformização da incidência do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) entre bens físicos e digitais pode elevar a carga tributária para setores como tecnologia, streaming e startups. Isso representa um custo adicional para consumidores e pode impactar negativamente o desenvolvimento desses setores estratégicos e emergentes no Brasil.
Diante desse cenário, é fundamental que empresários e profissionais do setor revisem suas estruturas tributárias e operacionais desde já, buscando assessoria especializada para se adaptar às novas regras, planejar a transição e evitar prejuízos futuros.