O Conselho Curador do FGTS aprovou a distribuição de R$ 12,9 bilhões referentes ao lucro do Fundo de Garantia do ano de 2024. O valor representa 95% do total do lucro obtido, que foi de R$ 13,6 bilhões, e será creditado proporcionalmente nas contas vinculadas dos trabalhadores.
O crédito representa uma rentabilidade de 6,05% no ano, superando a inflação ao adicionar 1,16 ponto percentual ao índice oficial. Com isso, quem tinha R$ 1.000 no FGTS receberá cerca de R$ 60,50 de lucro, enquanto um saldo de R$ 10 mil resultará em um crédito aproximado de R$ 605. O valor será depositado automaticamente e pode ser consultado no extrato do FGTS pelo aplicativo oficial.
Em 2024, o FGTS alcançou a maior arrecadação bruta da série histórica, com R$ 175,4 bilhões, impulsionada pelo crescimento do emprego formal e dos salários. Os saques também cresceram 15%, totalizando R$ 163,3 bilhões, puxados principalmente pelo saque-aniversário e saque-calamidade.
O valor creditado não pode ser sacado livremente, estando disponível apenas em situações específicas previstas por lei, como compra da casa própria, aposentadoria, demissão sem justa causa ou doenças graves. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou que o Conselho é o responsável pela distribuição do lucro, enquanto a Caixa Econômica Federal realiza os pagamentos.
Por fim, é importante destacar que a questão da correção do FGTS já foi julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, mantendo a fórmula de correção atual. A remuneração, porém, não pode ser inferior à inflação, o que justifica a distribuição do lucro para preservar o poder de compra dos trabalhadores.